A Nutricionista

Carolina Baccei

Bacharel em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo; Especialista em Nutrição Clínica Funcional pela VP consultoria; Formação em Auriculoterapia pela Humaniversidade e Prestadora de Serviços para Rede Record no programa A Fazenda (1ª/2ªe 3ªtemporada)

[ +mais ]

8 jul 2011

Cesariana pode influenciar Obesidade

Esse tipo de parto pode influenciar negativamente na vida do bebê, potencializando o risco de obesidade diz estudo. Conforme estudo feito pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, o risco de obesidade aumenta em 58% para crianças nascidas através de parto cesariana. A explicação dada pela autora da pesquisa, Helena Goldani, é a de que há uma alteração no desenvolvimento ou na composição da microbiota intestinal. Helena explica que, no parto cesariana não acontece o contato do bebê com a flora vaginal materna. Este contato, diz a pesquisadora, parece ser importante para o desenvolvimento da flora intestinal do recém-nascido. A pesquisa levantou a hipótese de que algumas bactérias presentes no canal do parto teriam efeito benéfico por meio de uma estimulação balanceada do sistema imunológico do recém-nascido. “Com isso a criança tem afetado o seu metabolismo de acolhimento e de armazenamento de energia e, consequentemente, podem ter um impacto sobre o desenvolvimento da obesidade”, revela. Os resultados do trabalho acabam de ser publicados na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition Editorial Office. “Uma vez que a colonização intestinal pode ter um efeito duradouro na saúde em geral e, ainda, considerando a diferença na flora intestinal e vaginal entre bebês nascidos de cesariana, concluímos que o aumento das taxas de cesariana podem desempenhar um papel fundamental na epidemia de obesidade no mundo”, conclui a pesquisadora. O estudo coletou dados sobre estilo de vida das crianças, inclusive a prática de exercício físico. Foi avaliado o perfil socioeconômico. Foram levados em conta também fatores como: peso ao nascer, renda, tabagismo, escolaridade, atividade física e fatores maternos como escolaridade e tabagismo durante a gravidez. Logicamente que não podemos atribuir o crescente número de obesos apenas ao aumento do parto cesariana pelo mundo. Seria um grande erro. São diversos os desencadeadores da obesidade, a grande maioria já conhecida pela população. Não se vê mais crianças jogando bola nas ruas, pulando corda, andando de bicicleta ou praticando exercícios fundamentais para a queima de calorias. Em contrapartida, o público infantil cada vez mais cedo se rende às tentações dos jogos eletrônicos. A proliferação das redes fast-foods foi significativa nos últimos 20 anos. Sanduíches são excessivamente calóricos, porém, paupérrimos em nutrientes. Já as frutas e verduras estão cada dia mais distantes dos pequenos…então é bom avaliar vários aspectos mas o estudo é bem interessante.
Fonte: Nutrição Clínica

Deixe seu comentário

*
*

Seu email nunca será publicado ou compartilhado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimos posts